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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010






-Porque você fez isso? - Perguntei gentilmente a ela, não querendo demonstrar o que eu realmente estava sentindo desde o momento em que os encontrei ali.
- Eu estava tentando ser feliz ao menos uma vez na vida, não posso ser feliz? - seu rosto fazia transparecer o súbito medo que sutilmente a atingia aos poucos..
- Olha o que você está dizendo, Ser feliz? É isso que chama de ser feliz? Passando por cima da felicidade dos outros para obter a sua, da pessoas que realmente se importam, ou ao menos se importavam com você? Você não faz idéia do quanto isso soou egoísta e idiota da sua parte. - eu estava prestes a desabar em choro, o que seria de se esperar, já que pelas atitudes dela, ou poderia até ser dele também, afinal tinha compartilhado disso com ela, eu estava sofrendo, e agora ela havia quebrado todas as barreiras, eu não podia deixar por isso, e eu já havia começado, teria que terminar. 
- Olha o que você esta fazendo, o que você fez, e pense nas consequencias que você vai ter que arcar. Eu sempre te dei tudo, sempre fiz tudo por você, não faça isso comigo por um simples erro que pode ser perdoado. - ela suplicava, ja aos prantos, encarando a arma carregada em minhas mãos, que agora estava apontada em direção a ela.
- Eu sempre te apoiava em tudo, encobria você, fui sua "culplice", - deixei bem explicita as aspas com um sinal de mãos -, e você faz isso comigo? Como pôde? - olhei para o rosto, agora sem expressão daquele que  foi o homem da minha vida, aquele que eu amei e fui fiel por muito tempo, e que agora estava morto, havia sido morto por mim. Encarei os lençois ensanguentados, e uma sensação de arrependimento me invadiu.. mas eu sabia como devia agir, eu não podia me mostrar fraca, "EU NÃO SOU FRACA", falei para mim mesma em meus pensamentos, e ao perceber que ela tinha voltado a falar eu acordei do meu breve devaneio.
- O que você quer que eu faça para que você um dia me perdoe, se é que ainda possa me perdoar. A ultima coisa que eu queria era que você sentisse ódio de mim.
- ÓDIO? - gritei indignada - É isso que você acha que eu estou sentindo? Nããão, ódio é de longe o que eu estou sentindo nesse momento. Eu sinto nojo, pena, repugnancia por você.. e pensar o quão otária eu sou por amar vocês dois - olhei vagamente para o corpo palido e agora sem vida do meu noivo, ou ex-noivo, que agora jazia naquela cama banhada de sangue, que antes tinha sido palco do amor, suor e sexo deles, mas voltei minha atenção a ela.
- Me desculpa, mas isso foi além do que eu poderia aguentar, e eu tenho que seguir em frente.. Eu não poderia encarar você mais uma vez, la abraçada, feliz com meu pai, enquanto eu sofro relembrando a imagem de algo que ficará na minha memória para sempre, então eu preciso fazer isso, não posso deixar você ser feliz sabendo que você foi o motivo para a minha desgraça.. - Percebi que o meu rosto agora havia se transformado em um rio de lagrimas, então sem hesitar, puxei o gatilho, e acertei-a bem a tempo de ouvi-la dizer, " me desculpe filha, eu ainda amo você", e então desabar sobre o colchão. Então, entre lagrimas, eu sussurrei..


- Também te amo, Mãe!


-Fim- 


5 comentários:

DeByy_ disse...

amei seu blog! vou seguindo Beiijos =*

Luana Eckert disse...

*-*

Taísa disse...

Adorei o post e o blog também

Bjs

http://clubdacalcinha.blogspot.com/

Mary West disse...

Que emocionante. :D

Luana Eckert disse...

aah, obrigada